quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Obrigação X Prazer na escolha da Profissão:


Antes mesmo do bebê conhecer efetivamente o mundo os pais vão lhe atribuindo papéis, lhe oferecendo um espaço no seio  familiar. Quando ele chuta é comum a mamãe dizer: se continuar desse jeito este menino vai ser jogador de futebol, durante o crescimento brinquedos e brincadeiras apresentam profissões a serem desempenhadas na vida adulta.  E se não bastassem todas as alterações vivenciadas na adolescência, o jovem tem mais uma tarefa árdua a frente; a escolha de uma profissão. Em meio a esse turbilhão de emoções e responsabilidades o jovem tem que lidar com o desejo da família, reconhecer seus próprios desejos e escolher uma profissão que lhe acompanhará pelos próximos anos. Mas será que ele está preparado para realizar essa escolha? E a família apresenta todas as possibilidades ou está tentando projetar no filho os sonhos que não alcançou?
As universidades estão cheias de graduados dedicando tempo e esforço para mudarem   a escolha profissional, seguir outro caminho no mercado. Muitos relatam que escolheram o curso porque os pais pressionaram, outros porque aquele curso era a tendência da época,  outros pensando apenas no retorno financeiro. 
 
Minha experiência profissional fundamentada nos casos que recebo no consultório associada a diversas pesquisas ressaltam a importância de relacionar TRABALHO COM PRAZER. Não estou afirmando que dinheiro não seja importante, porém escolher uma profissão pensando só nele aumenta sua probabilidade de desenvolver doenças psicólogicas, afinal seu desejo é um e sua realidade outra.
Conquistar um título pode dar trabalho, mas mantê-lo é a parte essencial e requer mais esforço. Em ambas as situações o jovem precisa que a família ouça e respeite seus desejos, o apoie quando necessário, o autoconhecimento contribui para a escolha assertiva. Antes de escolher seja sincero consigo, respeite seus limites. 

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Ensine seu filho (a) a ter autonomia e alcançar lugares altos




Os pais ficam preocupados quando os filhos ultrapassam os 12 anos, pois iniciam diversos questionamentos, percebem que as regras de sua casa são diferentes dos demais colegas e em muitos momentos não querem mais acatar as orientações de pais e cuidadores. Exatamente por isso é importante lembrar que os filhos não nos pertencem e não nos cabe decidir seu destino e para que seja deitar tranqüilamente e conseguir dormir enquanto eles estiverem se divertindo, basta oferecer uma base sólida; reforçando e elogiando os comportamentos positivos, valorizando suas ações, comunicando-se com ele de forma positiva (mostrando as conseqüências, oferecendo alternativas, sem xingamentos ou agressões verbais ou de outro gênero). Uma boa relação entre pais e filhos é permeada de amor, poderíamos acrescentar que é um amor incondicional – aquele que não aceita tudo mas orienta, valoriza suas atividades (mesmo as mais simples como aquele desenho que ele diz ser um dia no parque e não vemos nada além de rabiscos), aceitar seu filho (a) como ele é, suas limitações e dificuldades, se colocando como parceiro/companheiro nos bons e maus momentos, para que ele saiba que independente da situação você estará sempre ao seu lado para ajudar e apoiar, corrigindo quando necessário. Quando mais amada uma criança se sente, melhor ela pode interiorizar as regras, desenvolver amor próprio e amar os outros, desenvolver compaixão, fortalecer sua autoestima, desenvolver resiliência (lida melhor com situações adversas). Ao conceber uma criança você tem a missão de educá-la, orientá-la, amá-la e ensiná-la a voar e depende de como o processo ocorre ela alcançará ou não lugares altos.

Você tem auxiliado seu filho (a) nesta preparação de vôo?
Ele é a sua semente para a vida!


Cristina Santana – Psicóloga Clínica

Fone: (11) 5614-6616 ou 8016-4252

Email: santana.cristina2005@hotmail.com



domingo, 10 de julho de 2011

DIFICULDADE DE PEDIR AJUDA



A dinâmica social atual tem preenchido o ser humano de tantas atividades que muitas pessoas estão se distanciando. Não por falta de carinho, cuidado ou outro sinônimo, mas porque são tantos os papéis sociais desempenhados; a mãe, esposa, funcionária, estudante, amiga, etc. Não é um fenômeno feminino, é apenas um exemplo. E aí as dificuldades aparecerem e sem conseguir pensar em solução, algumas pessoas ficam mergulhadas no problema, sem conseguir forças para solucioná-lo ou mesmo sem conseguir pedir ajuda. Uns por medo, outros por vergonha, outros por orgulho, outros porque acreditam que o motivo do sofrimento é bobo, mas não conseguem se livrar do mesmo.





Enfim, independente de qual seja origem, a ação de pedir ajuda é um sinal de maturidade, coragem de enfrentar os problemas, características de força interior.  Para Newman (1998) pedir ajuda é considerado uma estratégia, pois impulsiona reflexão. E através desta reflexão a solução é alcançada.
O psicólogo baseado na temática apresentada, é o profissional que se dedica a estudar o indivíduo completo; ou seja mente e corpo, considerando suas relações diversas. Sendo assim aquele  que representa uma ajuda especializada.
Não posso dizer que será fácil ou rápido, mas com certeza contribuirá com seu fortalecimento e desenvolvimento. Não sofra, peça ajuda sempre!


Cristina Santana  - Psicóloga Clínica  -  CRP: 06/105076
Atendimento de Adultos e Crianças
Rua dos Brasões nº 194 – Brooklin
Email: Santana.cristina2005@hotmail.com
Contato: (11) 5614-6616 ou 6450-5911



terça-feira, 28 de junho de 2011

ESTÁ DIFÍCIL EDUCAR SEU FILHO (A)?


A sociedade saiu de um modelo autoritarista de educação e se fixou em um modelo relaxado, mudança que atinge todas as esferas sociais. No modelo antigo a reclamação era de que os pais não permitiam nada, atualmente pais e professores estão preocupados com a falta de interesse nos assuntos acadêmicos, falta de criatividade, o excesso de tempo que perdem na frente de um computador, a falta de respeito com todos e a violência de uma forma geral. Mas a situação pode ser revertida, basta um pouco de tempo e dedicação dos pais e cuidadores. Pois antes de ir para escolas, creches e semelhantes às crianças passam pela socialização primária no seio da família nuclear, neste momento as regras e normas são transmitidas, a criança vai introjetando e se preparando para a vida em sociedade.
Para ter seu filho mais próximo, com mais motivação e disposição para as atividades cotidianas, pratique uma educação positiva: converse com ele claramente olho no olho, defina com ele horários fixos para realização de atividades diversas (lição de casa, almoço, organização da casa, horário para lazer, etc), horário para levantar e dormir, acompanhar os cadernos e conversar sobre o dia na escola, elogie, abrace, beije (demonstre a importância dele em sua vida), compartilhe as suas vivências (é importante ele saber que você também passou por situações semelhantes), ajude seu filho expressar sentimentos, convide os amigos dele para uma tarde de vídeo na sua casa, se aproxime dos pais de seus amigos, se envolva nas atividades acadêmicas, ofereça apoio, separe um tempo para participar de suas brincadeiras (um acampamento na sala com cobertores, uma guerra de travesseiros, etc).

Cristina Santana  - Psicóloga Clínica        -       CRP: 06/105076
Atendimento de Adultos e Crianças
Rua dos Brasões nº 194 – Brooklin
Contato: (11) 5614-6616 ou 6450-5911

terça-feira, 14 de junho de 2011

Por quê procurar um Psicólogo ?


Muitas vezes tudo parece estar bem, mas mesmo assim há um vazio. Cada pessoa procurar completar este vazio com atividades diversas, sem ter a menor noção de sua origem. Os problemas se acumulam e a solução não pode ser vista.
Um tratamento psicológico vai lhe oferecer possibilidade de autoconhecimento, permitindo a compreensão de sentimentos, comportamentos e pensamentos. Aliviando o sofrimento, sentindo-se mais confiante e seguro.
Somos seres sociais, isto é, aprendemos com outros humanos e é por esse motivo que tem que ser visto e entendido como natural precisar de ajuda. Todos estamos sujeitos à problemas de saúde, conflitos no relacionamento, dificuldades no trabalho, morte dos ente queridos, cobranças, enfim ficaríamos tempos descrevendo as possíveis situações. Elas causam impactos no cotidiano.
Você não precisa achar que é o único (a)  a precisar de ajuda, mas sinta-se um vencedor por admitir a necessidade e procurar solução. Nem todos admitem!
A psicoterapia oferece assim novas formas e viver!




Cristina Santana              -       Psicóloga Clínica        -       CRP: 06/105076
Rua dos Brasões nº 194 – Brooklin
Contato: (11) 5614-6616 ou 6450-5911

EDUCAÇÃO COM AMOR, LIMITES E DIREÇÃO:


O objetivo aqui não é criticar ou modificar os modelos vigentes, mas sim colocar os conhecimentos produzidos pela Psicologia como aliados a todos envolvidos no processo de aprendizagem.
Podemos considerar a criança como um evento sócio-cultural, baseados no passado de que as mesmas eram consideradas adultos em miniatura, iniciando o trabalho aos 7 anos de idade na Idade Média. Apenas a partir do Iluminismo e Protestantismo as crianças são descobertas e sua proteção se inicia.
Na família ocorre a socialização primária no período da infância que segundo Berger e Luckman (1985) é apresentado o mundo à criança, criando a primeira identidade social, permeada de emoção, realizando mediação entre o indivíduo e a sociedade. Ainda na perspectiva dos mesmos autores a socialização se refere à introdução de um indivíduo na sociedade, ensinando-lhe a forma de se comportar.  Mas não termina na família, pois se a socialização vai em direção a sociedade, logo outras instituições participam do processo de desenvolvimento, contribuindo para que o indivíduo socializado entre em outros âmbitos da sociedade.
O próximo passo do desenvolvimento infantil é a socialização secundária, onde a criança tem contato com outras realidades externas a sua família, ocorrendo através da igreja, da escola, de outras famílias, clube, parques e diversas instituições que a criança freqüenta.
A locomotiva da vida tem vindo à alta velocidade, prejudicando a interiorização de alguns conceitos; atualmente contamos com um número elevado de crianças (em muitos casos adolescentes e adultos) sem limite, sem direção, sem saber como se comportar na sociedade.